quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Amar o amor

Amar o amor

     Verbo conjugado em qualquer tempo verbal. Verbo narrado pela literatura mundial. Verbo procurado por todas as pessoas. Verbo do princípio da humanidade. Verbo da aurora da puberdade. Verbo do poente da melhor idade. Verbo da verdade investigada pela filosofia. Verbo do verso livre em cada poesia.
     Sujeito composto em sintonia espiritual. Sujeito simples por vezes complicado.  Sujeito indeterminado para muitas pessoas. Sujeito oculto para muitas vidas ignoradas em lastro constitucional.
     Predicado da paz mundial. Predicado da fraternidade universal. Predicado da igualdade racial. Predicado da solidariedade. Predicado da boa vontade sempre de prontidão. Predicado da bondade no compasso do Criador. Predicado da beleza no esquadro da criação. Predicado da força advinda do coração. Predicado da sabedoria do rei Salomão.
     Adjetivo da harmonia pela perfeição. Advérbio da simpatia. Substantivo da dedicação. Pronome possessivo da doação. Pronome demonstrativo da bem querência. Pronome relativo da convivência.
     Alegria da alma. Esplendor verdejante. Pulsar pujante Coração cadenciado. Sentimento alado. Firmamento estrelado. Afrodite grega. Vênus romana. Oxum africana. Beleza e harmonia. Natureza e fertilidade. Prazer e felicidade. Divindade mitológica. Matriz biológica. União multiplicadora da vida compartilhada. Razão da família estabilizada em lar. Oração subordinada à fé milenar. Oração coordenada da caridade sem fronteira. Oração da esperança cultivada em sementeira. Oração da temperança no exercício do perdão. Oração da graça pela reconciliação.
     Amar o amor com todas as letras pronunciadas e traduzidas além da língua portuguesa. Amar o amor em todas as existências floridas e frutificadas pela mesma luz solar em magnitude e grandeza. Amar o amor na essência da sua natureza sentimental. Amar o amor direcionado ao próximo necessitado do pão espiritual de cada dia. Amar o amor na partitura da celestial melodia.
     Amar o amor em todos os quadrantes navegados. Amar o amor em todos os seres criados à imagem e semelhança da perfeição. Amar o amor em cada sorriso ocasionado pela honestidade. Amar o amor em cada olhar emoldurado pela sinceridade. Amar o amor em cada pétala orvalhada pela saudade. Amar o amor com toda a intensidade, com toda a freqüência, com toda a dedicação...
     Amar o amor que germina o trigo e faz o pão. Amar o amor que irriga a artéria de emoção em emoção. Amar o amor que nos identifica como filhos e filhas de uma mesma Eva, de um mesmo Adão. Amar o amor que nos livra das trevas e nos concede a Salvação do Redentor da Humanidade. Amar o amor aqui, agora e por toda a eternidade. Assim seja!

Airton Reis é poeta em Cuiabá-MT. airtonreis.poeta@gmail.com

Era uma vez Josué...

Era uma vez Josué...
     “Por Deus! Não é só o amor à arte que falece nesta terra, é também o amor ao próximo”. (Machado de Assis – “Crônicas”).
      Algozes investidos pela selvageria humana. Manchete de jornal reincidente na mesma pátria republicana. Calamidade existencial mais do que urbana. Familiaridade profana e profanada. Infância maculada. Criança destinada ao padecimento sem qualquer socorro emergencial. Chapeuzinho Vermelho e o mesmo lobo mau. Conto em faz de conta mais do que social.
      Era uma vez uma criança nascida chamada Josué. Era uma vez uma criança nascida em lar sem fé. Era uma vez uma criança nascida indefesa. Era uma vez uma criança nascida sem o berço de qualquer realeza. Era uma vez uma criança nascida num beco sem saída. Era uma vez uma criança nascida de uma maternidade adormecida. Era uma vez uma criança nascida de uma paternidade assinalada pela covardia desmedida.
      Era uma vez uma criança nascida sem direito a qualquer cidadania dita civilizada. Era uma vez uma criança nascida de uma gestação conturbada. Era uma vez uma criança nascida com a hora marcada pelo instinto brutal. Era uma vez uma criança nascida com os dias contados para o retorno à pátria espiritual. Era uma vez uma criança assassinada em plenitude existencial.
      Mordidas e traumatismo craniano comprovado em laudo médico assinado. Dentadas de uma arcada em corte afiado. Corpo lançado ao chão. Fúria sem qualquer delação. Ferimentos continuados sem nenhuma salvação. Sentimentos isentos de qualquer candura. Coração silenciado nas profundezas de uma sepultura.
      Josué em epitáfio censurado nas páginas de uma mesma literatura. Josué em espiral movido pela agonia de uma vida repleta de amargura. Josué em via escura. Josué em viés remendado. Josué em desenlace conturbado. Josué: Doravante alado. Josué: Doravante diante do mesmo Mandamento isento de todo e qualquer pecado.
      Josué em outro tempo cronometrado pelo verbo amar. Josué em outra dimensão estelar. Josué na partitura de uma canção sem nenhum ninar. Josué reconduzido ao verdadeiro lar. Josué iluminado em outro despertar. Josué nem tão próximo e nem tão distante. Josué nem tanto filho e nem tanto infante. Josué doravante nos braços do Pai e Criador. Josué doravante livre e distante de qualquer dor. Josué doravante integrante do rebanho conduzido pelo Bom Pastor.
      Josué: Ide em direção a paz eterna e celestial! Josué: Perdoai-nos pela falência do sentimento mais do que fraternal! Josué: Deus contigo, doravante tornou-te anjo imortal!
Airton Reis, professor, poeta e embaixador da paz em Mato Grosso. airtonreis.poeta@gmail.com


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Nelson Ordem Mandela

Nelson Ordem Mandela        
       Rolihlahla Dalibhunga Mandela (1918-2013). Ordem em expressão mundial. Ordem em liderança humanitária. Ordem em paz sem fronteira. Ordem em liberdade reluzente. Ordem em justiça imparcial. Ordem em democracia lapidada. Ordem em cidadania ampliada. Ordem de Mérito do Reino Unido. Ordem do Canadá. Ordem da Austrália. Ordem do Serafim. Ordem do Infante Dom Henrique. Ordem da Liberdade. Ordem de St. Jonh. Medalha da Liberdade. Bharat Ratna.
       Nobreza tribal. Nome de Nelson dado pela professora no primário, em homenagem ao almirante inglês Horatio Nelson. Estudante e advogado. Réu, foragido e prisioneiro. Político mais do que passageiro. Presidente da reconstrução. Força pela união. “Amandia!” (Poder!), gritava Mandela. “Awethu!” (Para o povo!), respondia a multidão.
       Reconciliação. Oprimidos e opressores. “Ninguém nasce odiando uma pessoa por causa da cor da pele, da sua origem ou da sua religião. Para odiar, é preciso aprender. E, se podem aprender a odiar, as pessoas também podem aprender amar”, Mandela em lição transmitida além da língua portuguesa. Mandela em sabedoria. Mandela em força. Mandela em beleza.
       Prêmios, livros, biografias, documentários, filmes, quadrinhos, cartuns. Palmas e louros. Reconhecimento e gratidão. Justa homenagem. Perfeita condecoração. Nelson Mandela em mais de uma tradução. Nelson Mandela em mais de uma nação. Nelson Mandela em mais de um parlamento. Nelson Mandela em mais de um tribunal. Nelson Mandela em mais de um poema fraternal. Nelson Mandela em mais de um instante de liberdade. Nelson Mandela no panteão da igualdade.
       Nelson Ordem Mandela em prosa e verso. Eternidade! Nelson Ordem Mandela em prece e em oração. Nelson Ordem Mandela no coração de um continente irmão. Esplendor! Nelson Ordem Mandela na morada do manso, no solar do pacificador. Nelson Ordem Mandela nos braços do Pai e Criador. Nelson Ordem Mandela nas asas do amor. Glória! Graça! Louvor!
Airton Reis, professor, poeta e embaixador da paz em Mato Grosso. airtonreis.poeta@gmail.com 

      

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Cuiabá: Hoje e amanhã!

Cuiabá: Hoje e amanhã!

Hoje uma capital em vias de urbanização.
Hoje uma cidade em construção.
Hoje um rio em agonia mais do que ambiental.
Hoje um porto secular sem navegação comercial.
Hoje uma administração municipal comprometida com a população.
Hoje um patrimônio arquitetônico em degradação.
Hoje uma saúde pública em agonia.
Hoje uma página virada da cidadania.
Hoje uma paisagem natural alterada pela ocupação humana.
Hoje uma extensão institucional da pátria republicana.
Hoje um horizonte constitucional em direito, em dever e em obrigação.
Hoje um vértice cultural ampliado pelo saber e pela determinação.
Hoje uma democracia respaldada em representação popular.
Hoje uma vida, uma casa, uma creche, uma escola, uma vaga hospitalar.
Hoje uma infância, uma juventude, uma melhor idade, um mesmo laborar.
Hoje uma sociedade, um bairro, uma praça, uma rua, uma avenida.
Hoje uma promessa eleitoral, um compromisso, uma dívida.
Hoje uma família unida e ampliada de geração em geração.
Hoje uma família florida e perpetuada em frutificação.
Hoje o próximo reconhecido e atendido em mais de uma solicitação.
Hoje um canteiro de obras em mais de uma realização.
Hoje a força e a beleza da união. Hoje o futuro delineado em bis e refrão!
Irmão\ Airton Reis – \M\ ARLS Legionários do Saber, Nº. 89 – GLEMT.


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Quem é que...

Quem é que...
    Fundo em nada falso. Relapso em nada pessoal. Adereço eleitoral. Complemento mensal. Real de cada dia, de cada noite e de cada madrugada em mais de um rincão do território nacional. Real de cada classe social distanciada pela mesma democracia dissociada em representatividade elencada em Carta Magna Constitucional.
   Medidas em molde. Polegadas do dedo indicador. Centímetros cúbicos do eleitor. Alfinete, tesoura e dedal. Linha na agulha de metal. Costura e armação. Roupa do próximo verão. Roupagem praiana. Moda republicana. Vestidos, revestidos e investidos em mais de um Poder. Fome e vontade de comer. Fome nua e crua continuada a cada alvorecer. Vontade política conjugada pelo verbo cozer.
   Caldeirão institucional. Panela sem pressão do Congresso Nacional. Fervura e escaldado. Entrada e prato principal. Embutido e revirado. Salame fatiado. Queijo importado. Azeitona a granel. Palanque e papel. Palito e guardanapo. Aparato e aparador. Cardápio do legislador. Mesa arrumada. Vela no castiçal. Ceia antecipada de Natal. Guloseima e rabanada. Casa superficialmente arrumada. Travessura mais do que ensaiada.
    Visitante internacional com hora marcada. Varanda ampliada. Copa cozinha conjugada. Suíte em nada presidencial. Clientela mais do que empresarial. Banho a vapor. Banho de imersão. Banheira de casal. Água termal. O alfaiate do colarinho acetinado. A cozinheira do avental estampado. O alfaiate do corte exclusivo da realeza de plantão. A cozinheira da corte em mais de uma ocasião.
    Cama, mesa e banho. Colcha nova no colchão mais do que desgastado. Fronha no travesseiro improvisado. Toalha rendada. Iguaria variada. Sabonete inglês. Perfume francês. O alfaiate e a cozinheira com voz e com vez. O alfaiate e a cozinheira da mesma clientela que virou freguês. O alfaiate da nudez cada vez mais liberada. A cozinheira da receita original cada vez mais alterada.
     O alfaiate da pátria cada vez mais remendada. A cozinheira da república cada vez mais esfomeada. Gastos e despesas. Contas a pagar. Bolsas e bolsões. Quem é que vai equacionar? Passeio completo. Trapos e farrapos... Quem é que vai usar? Migalhas e mordomias... Quem é que vai desfrutar?
    Nessa festa vale quase tudo. Nessa fará quem entrou tem que saber dançar. Quem é que vai fazer o disco virar? Quem é que vai assistir o Brasil além de um tempo regulamentar? Quem é que vai competir? Quem é que vai perder? Quem é que vai ganhar? Quem é que poderá decidir? Quem é que irá arbitrar?
Airton Reis, professor, poeta e embaixador da paz em Mato Grosso. airtonreis.poeta@gmail.com


Diário da liberdade

Diário da liberdade
      Estávamos na costa de um imenso litoral. Estávamos na rota da navegação comercial. Estávamos no continente berço da humanidade. Estávamos em tribos e nações. Estávamos em bilhões de seres viventes. Estávamos em guerras permanentes. Estávamos em etnia diferenciada pela melanina. Estávamos diante de mais de uma chacina. Estávamos próximos de um holocausto continuado além da travessia. Estávamos nos porões das embarcações. Estávamos acorrentados em aglomerações. Estávamos em exílio da terra natal. Estávamos nus, famintos e sedentos. Estávamos para ser extintos em civilização e em cultura. Estávamos detentos sem denúncia em nome do poder imperial.
      Estávamos de pés descalços e de almas despedaçadas. Estávamos nas praças públicas dos mercantilistas em expansões. Estávamos nas senzalas e nas plantações. Estávamos nas entradas e nas bandeiras. Estávamos nas minerações da prata e do ouro de aluvião. Estávamos no arraial, na vila e em todas as capitanias hereditárias. Estávamos nos quilombos além dos Palmares. Estávamos em culto religioso segregado. Estávamos numa lápide de um cemitério ignorado.
      Estávamos na porta da Igreja sem direito a primeira missa. Estávamos no portão do novo mundo sem porto seguro. Estávamos na janela da saudade em noite enluarada. Estávamos no leite da ama dedicada. Estávamos na força do braço escravizado. Estávamos no ventre violado da mucama adolescente. Estávamos no elo de uma mesma corrente. Estávamos nos troncos e nos castigos de um pelourinho oficial. Estávamos marcados com ferro e fogo por mais de um senhor colonial. Estávamos excluídos da regalia imperial secular. Estávamos além mar.
      Estávamos cumprindo a mesma sentença em exílio existencial. Estávamos na frente dos pelotões de mais de uma guerra em defesa do Império do Brasil imperial. Estávamos nas tribunas e nos parlamentos através da miscigenação. Estávamos na Lei Sexagenária e na Lei do Ventre Livre. Estávamos na Lei Áurea assinada pela princesa regente. Estávamos nos aproximando de uma República inclemente.
       Estávamos no verso de uma poesia sem autor identificado. Estávamos no roteiro de uma peça com mais de um figurante marginalizado. Estávamos diante dos olhos fechados da justiça. Estávamos submissos aos ditames diante da ausência da lei. Estávamos numa pátria sem rei ou imperador. Estávamos numa habitação periférica e sem urbanidade.
      Estávamos no drama da marginalidade. Estávamos excluídos da cidadania brasileira. Estávamos desunidos no pavilhão de uma mesma Bandeira. Estávamos ignorados pela ordem e pelo progresso. Estávamos por direito destinados à igualdade ampla, geral e irrestrita.  Estávamos livres da vida cativa. Estávamos no diário da humanidade de uma pátria viva. Estávamos no diário de uma sociedade em alvorada coletiva.   
      Estávamos no diário da liberdade além de uma data comemorativa. Zumbi vive além dos Palmares de uma monarquia excludente e exclusiva. Zumbi vive além dos olhares de uma resistência pertinente e interativa. Zumbi vive na memória, no reconhecimento e na força da união. Zumbi vive na história de um povo resistente de geração em geração. Zumbi vive na glória de uma pátria sob a égide de uma Constituição. Viva 20 de novembro! Viva a nossa conscientização!
Airton Reis é poeta em Cuiabá-MT. E-mail: airtonreis.poeta@gmail.com


EDUARDO LEITE MAHON - ACRÓSTICO

EDUARDO LEITE MAHON - ACRÓSTICO

Escol literário e gramatical.
Delta da língua portuguesa em manancial.
Universo científico e cultural.
Academia Mato-Grossense de Letras em expressão.
Respeitabilidade, reconhecimento e representação.
Direito pela justiça.
Ordem pela perfeição.
Livros publicados.
Espaços de leituras ampliados.
Ideólogo vocacional.
Tangência e competência profissional.
Esquadro da Sabedoria.
Mestre instalado.
Adamantino polido e lapidado.
Humanista aplicado.
Obreiro da legalidade.
Norte da imortal Liberdade!
Poeta Airton Reis para Eduardo Leite Mahon, presidente eleito da Academia Mato-Grossense de Letras.

Cuiabá-MT, 08 de novembro de 2013.